15.11.07
A Utilidade destes Escritos
Com frequência me questiono sobre a utilidade destes escritos. Para ter uma ideia do universo que eles abarcam, coloquei, há cerca de ano e meio, um contador que vai registando as visitas recebidas. Não sei, em rigor, dizer se são muitas ou poucas. Comparadas com certas vedetas da blogosfera, serão escassas.
Fora dessa bitola, serão medianas. Nisto, dá-se um fenómeno parecido com o dos livros. Há aqueles que têm imensos leitores, às vezes sem sequer haver relação com o seu conteúdo, mas por factores secundários, como, por exemplo, a notoriedade mediática dos seus autores, fenómeno que se acentuou ultimamente, com os surpreendentes êxitos editoriais de duas estrelas da TV : Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos.
O primeiro já com uma longa carreira de jornalista nos vários meios da Comunicação Social : TV, Rádio, Jornais (diários e semanários), Revistas (semanais ou mensais), etc., etc.
O segundo, igualmente, já com uma presença antiga, diariamente apresentando telejornais, quase sempre terminados com uma pequena brejeirice, piscando o olho aos telespectadores, sobretudo aos do sexo feminino, que, suponho, também constituam o seu grande manancial de leitores.
Do MST, tenho boa opinião, como jornalista e como homem. Em geral, escreve bem e é claro nas suas posições, sem receio de melindrar supostas sumidades, políticas ou outras, com o senão de, por regra, conceder notória benevolência, a respeito de tudo aquilo que faz a família Soares, a de sangue e a política, esta última assaz numerosa e em que pontua muita gente de carácter mais que duvidoso.
Li, como muitos, o seu livro de viagens Sul, que me agradou bastante, como li também dezenas ou centenas de artigos seus, anos a fio, nos jornais em que tem colaborado.
Mas já não li o Equador, nem me parece que vá ler este Rio das Flores, demasiado incensado pela Comunicação Social fútil que nos serve, habitualmente, imensos falsos valores, frivolidades de todo o género, a que um público falho de sensibilidade cultural, embotado no gosto, extremamente influenciável, empresta facilmente um estatuto de enorme popularidade, esgotando edições, atrás de edições.
É óbvio que desconfio disto, ainda mais, olhando para a espessura dos livros, com centenas de páginas, para serem devoradas num país de baixos índices de literacia, onde nem os universitários, Professores e Estudantes demonstram expressivo interesse pela leitura, excluindo, naturalmente, aquela estritamente obrigatória da sua área profissional ou de formação.
Fora dessa bitola, serão medianas. Nisto, dá-se um fenómeno parecido com o dos livros. Há aqueles que têm imensos leitores, às vezes sem sequer haver relação com o seu conteúdo, mas por factores secundários, como, por exemplo, a notoriedade mediática dos seus autores, fenómeno que se acentuou ultimamente, com os surpreendentes êxitos editoriais de duas estrelas da TV : Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos.
O primeiro já com uma longa carreira de jornalista nos vários meios da Comunicação Social : TV, Rádio, Jornais (diários e semanários), Revistas (semanais ou mensais), etc., etc.
O segundo, igualmente, já com uma presença antiga, diariamente apresentando telejornais, quase sempre terminados com uma pequena brejeirice, piscando o olho aos telespectadores, sobretudo aos do sexo feminino, que, suponho, também constituam o seu grande manancial de leitores.
Do MST, tenho boa opinião, como jornalista e como homem. Em geral, escreve bem e é claro nas suas posições, sem receio de melindrar supostas sumidades, políticas ou outras, com o senão de, por regra, conceder notória benevolência, a respeito de tudo aquilo que faz a família Soares, a de sangue e a política, esta última assaz numerosa e em que pontua muita gente de carácter mais que duvidoso.
Li, como muitos, o seu livro de viagens Sul, que me agradou bastante, como li também dezenas ou centenas de artigos seus, anos a fio, nos jornais em que tem colaborado.
Mas já não li o Equador, nem me parece que vá ler este Rio das Flores, demasiado incensado pela Comunicação Social fútil que nos serve, habitualmente, imensos falsos valores, frivolidades de todo o género, a que um público falho de sensibilidade cultural, embotado no gosto, extremamente influenciável, empresta facilmente um estatuto de enorme popularidade, esgotando edições, atrás de edições.
É óbvio que desconfio disto, ainda mais, olhando para a espessura dos livros, com centenas de páginas, para serem devoradas num país de baixos índices de literacia, onde nem os universitários, Professores e Estudantes demonstram expressivo interesse pela leitura, excluindo, naturalmente, aquela estritamente obrigatória da sua área profissional ou de formação.
Outra hipótese será a de admitir que os livros se vendem, mas pouco se lêem, figurando na estante mais para compor o ambiente da sala ou do escritório, para lhe conferir um aspecto de ambiente mais culto ou civilizado, para bem impressionar eventuais visitas.
Enfim, mesmo que sejam completamente lidos pelo público comprador, ouso crer que os êxitos se devem em grande parte à notoriedade mediática dos autores, muito mais do que ao interesse dos temas tratados ou à arte com que são elaborados, porque, não nos esqueçamos, a escrita é também uma arte, para alguns mesmo, a suprema, como a considerava o nosso excelso Eça, requintado no escrever, no conversar, como no vestir, segundo nos atestaram aqueles que com ele conviveram.
Do JRS, jamais li fosse o que fosse, embora tenha comigo a Filha do Capitão, que comprei com boa intenção, por saber que nele se desenvolve uma história passada com um militar português destacado na Flandres, na Primeira Guerra Mundial, como aconteceu com o meu avô paterno, felizmente herói regressado, festejado na sua terra, sobrevivente daquela horrenda mortandade.
Entretanto, sempre se lhe antepuseram outras prioridades e ele lá vai continuando na estante à espera de melhor oportunidade. Admito, por isso, que a muitas outras pessoas tenha sucedido o mesmo. Daí julgar que edições numerosas e leitura não estejam garantidamente em relação biunívoca.
Aqui há tempos, alguém da blogosfera publicou excertos de uma obra de JRS, por sinal bastante apimentados, com fortes descrições de cenas de erotismo, como pude verificar, que talvez expliquem, em parte, os sucessos literários alcançados.
Tenho consciência de que posso estar a ser injusto com estes autores, mas apenas exprimo uma opinião pessoal, baseada em algum saber de experiência feito e, também, algum honesto estudo, cabe igualmente aqui afirmá-lo, em tributo da memória do imortal Luís de Camões, aqui modesta, mas frequentemente evocado, em compensação do esquecimento a que o votam os actuais Programas da disciplina de Português do Ensino do nosso amargo descontentamento.
Nunca será de mais denunciar a nossa comum responsabilidade de cidadãos tidos por democratas, que assistimos, com incontida indignação e suma vergonha, ao maior fracasso político do regime instaurado em Portugal em Abril de 1974.
Refiro-me, evidentemente, ao destrembelhado Sistema de Ensino que por aí opera, mais degradado hoje que há cinco anos, como este já o era em relação ao da década que o antecedera e assim sucessivamente, quem sabe até quando, se até ao seu descrédito total.
Enfim, mesmo que sejam completamente lidos pelo público comprador, ouso crer que os êxitos se devem em grande parte à notoriedade mediática dos autores, muito mais do que ao interesse dos temas tratados ou à arte com que são elaborados, porque, não nos esqueçamos, a escrita é também uma arte, para alguns mesmo, a suprema, como a considerava o nosso excelso Eça, requintado no escrever, no conversar, como no vestir, segundo nos atestaram aqueles que com ele conviveram.
Do JRS, jamais li fosse o que fosse, embora tenha comigo a Filha do Capitão, que comprei com boa intenção, por saber que nele se desenvolve uma história passada com um militar português destacado na Flandres, na Primeira Guerra Mundial, como aconteceu com o meu avô paterno, felizmente herói regressado, festejado na sua terra, sobrevivente daquela horrenda mortandade.
Entretanto, sempre se lhe antepuseram outras prioridades e ele lá vai continuando na estante à espera de melhor oportunidade. Admito, por isso, que a muitas outras pessoas tenha sucedido o mesmo. Daí julgar que edições numerosas e leitura não estejam garantidamente em relação biunívoca.
Aqui há tempos, alguém da blogosfera publicou excertos de uma obra de JRS, por sinal bastante apimentados, com fortes descrições de cenas de erotismo, como pude verificar, que talvez expliquem, em parte, os sucessos literários alcançados.
Tenho consciência de que posso estar a ser injusto com estes autores, mas apenas exprimo uma opinião pessoal, baseada em algum saber de experiência feito e, também, algum honesto estudo, cabe igualmente aqui afirmá-lo, em tributo da memória do imortal Luís de Camões, aqui modesta, mas frequentemente evocado, em compensação do esquecimento a que o votam os actuais Programas da disciplina de Português do Ensino do nosso amargo descontentamento.
Nunca será de mais denunciar a nossa comum responsabilidade de cidadãos tidos por democratas, que assistimos, com incontida indignação e suma vergonha, ao maior fracasso político do regime instaurado em Portugal em Abril de 1974.
Refiro-me, evidentemente, ao destrembelhado Sistema de Ensino que por aí opera, mais degradado hoje que há cinco anos, como este já o era em relação ao da década que o antecedera e assim sucessivamente, quem sabe até quando, se até ao seu descrédito total.
Valerá, pois, a pena escrever, aqui ou noutro local, para chegar a este tipo de pensamentos, cada vez mais lúgubres e desesperados, quanto à possibilidade de uma regeneração do Ensino Nacional, público, sobretudo, como à ansiada reedificação ética e cívica, principalmente, do próprio País ?
Respondam os eventuais leitores !
AV_Lisboa, 14 de Novembro de 2007
Comments:
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Meu amigo,
já o sabe mas vou repetir. Da notoriedade do seu Alma Lusíada e do interesse (ou não) dos seus escritos: a constatação é que o amigo não faz parte de nenhuma das imensas "capelinhas" que por aí existem; comete a asneira consciente que eu cometo e que é de não ter aprendido nem (me parece) estar virado para comprar um par de "andas" que lhe dêem mais visibilidade; tem o fraco costume de - mais suave que eu é verdade mas isso é uma questão de estilo (ou de educação não sei) - escrever coisas sobre loisas que estão desenquadradas no que respeita a preceitos e regras do conveninete - política, social, educação, valores,...; por fim - mas há mais - até escreve bem (pelo menos noto que não se deixa levar tanto pelo comentário em cima do acontecimento.
Quanto a leituras deixe que lhe diga que não perde nada. Antes pelo contrário. Sabe o que faço? eu digo. Refugio-me cada vez mais na imensidade de obras - os clássicos - da literatura internacional e nacional que me bastam e sempre que aposto em qualquer coisa mais actual lixo-me sempre. Muito papel e pouca uva, pouco sumo. Nada de novo. De literariamente bom ou excelente. Não é de espantar. O mundo está inventado - quando cá cheguei estava - e pese embora o discurso do inovador, do inédito, não o encontro. Havia obras que não as tinha lido porque - pelo menos a mim que não sou Marcelo rebelo de Sousa - não tinha tempo, nem forças para tanto. Optando por não me deixar levar por marketing e propaganda ( ofícios de amigos que fazem parte de camarilhas que se acobertam uns aos outros para e só para sobreviverem) encontrei maneira de ler obras que iam ficando nas prateleiras mais ou menos esquecidas como por exemplo Arnold Toynbee ou Whitehead.
Não esqueço que o «barrete» que apanhei e me abriu os olhos foi - há coisas que não esquecem -o Fado Alexandrino de A. Lobo Antunes.
Saudações do vizinho, seu leitor e... o sucesso é não desistir. Se a Alma Lusíada desaparecer alguém lhe vai ocupar o espaço... qualquer que seja e (maldito pessimismo) pior.
Cumprimentos
já o sabe mas vou repetir. Da notoriedade do seu Alma Lusíada e do interesse (ou não) dos seus escritos: a constatação é que o amigo não faz parte de nenhuma das imensas "capelinhas" que por aí existem; comete a asneira consciente que eu cometo e que é de não ter aprendido nem (me parece) estar virado para comprar um par de "andas" que lhe dêem mais visibilidade; tem o fraco costume de - mais suave que eu é verdade mas isso é uma questão de estilo (ou de educação não sei) - escrever coisas sobre loisas que estão desenquadradas no que respeita a preceitos e regras do conveninete - política, social, educação, valores,...; por fim - mas há mais - até escreve bem (pelo menos noto que não se deixa levar tanto pelo comentário em cima do acontecimento.
Quanto a leituras deixe que lhe diga que não perde nada. Antes pelo contrário. Sabe o que faço? eu digo. Refugio-me cada vez mais na imensidade de obras - os clássicos - da literatura internacional e nacional que me bastam e sempre que aposto em qualquer coisa mais actual lixo-me sempre. Muito papel e pouca uva, pouco sumo. Nada de novo. De literariamente bom ou excelente. Não é de espantar. O mundo está inventado - quando cá cheguei estava - e pese embora o discurso do inovador, do inédito, não o encontro. Havia obras que não as tinha lido porque - pelo menos a mim que não sou Marcelo rebelo de Sousa - não tinha tempo, nem forças para tanto. Optando por não me deixar levar por marketing e propaganda ( ofícios de amigos que fazem parte de camarilhas que se acobertam uns aos outros para e só para sobreviverem) encontrei maneira de ler obras que iam ficando nas prateleiras mais ou menos esquecidas como por exemplo Arnold Toynbee ou Whitehead.
Não esqueço que o «barrete» que apanhei e me abriu os olhos foi - há coisas que não esquecem -o Fado Alexandrino de A. Lobo Antunes.
Saudações do vizinho, seu leitor e... o sucesso é não desistir. Se a Alma Lusíada desaparecer alguém lhe vai ocupar o espaço... qualquer que seja e (maldito pessimismo) pior.
Cumprimentos
Sobre a psicologia dos bloggers e dos leitores (não são entes diferentes). Vou contar-lhe e depois diga-me a sua opinião.
Aqui há tempos inusitadamente recebi um email em que o editor do Kontrastes 3.0 (que até me parece que é professor no ensino superior técnico -se isso quiser significar algo) se apresentava e pedia a minha colaboração no sentido de responder a uma entrevista (por email) que andava a fazer a blogs. OK! respondi, eram apenas sete perguntas.
Logo na primeira pergunta o texto da questão era este: «... a blogosfera é uma janela para a vida cibernética...» eu respondi fazendo uma pequena correcção - sem a apontar explicitamente - respondi que « sendo a blogosfera uma janela cibernética para a vida...». Não agradeceu a colaboração, não a publicou. E eu fiquei muito aborrecido, sabe?! para isso ( e outras coisas) é que edito o Pleitos... publiquei-a eu. Tá a ver amigo.
Quer tácticas... faça como fazem os editores do Blasfémias, por exemplo. Chame nomes ao Pacheco Pereira. Ao Vital Moreira não, nem ao Daniel Oliveira ou à Joana Amaral Dias ou à Fernanda Câncio ou... isso não.
David Oliveira
Aqui há tempos inusitadamente recebi um email em que o editor do Kontrastes 3.0 (que até me parece que é professor no ensino superior técnico -se isso quiser significar algo) se apresentava e pedia a minha colaboração no sentido de responder a uma entrevista (por email) que andava a fazer a blogs. OK! respondi, eram apenas sete perguntas.
Logo na primeira pergunta o texto da questão era este: «... a blogosfera é uma janela para a vida cibernética...» eu respondi fazendo uma pequena correcção - sem a apontar explicitamente - respondi que « sendo a blogosfera uma janela cibernética para a vida...». Não agradeceu a colaboração, não a publicou. E eu fiquei muito aborrecido, sabe?! para isso ( e outras coisas) é que edito o Pleitos... publiquei-a eu. Tá a ver amigo.
Quer tácticas... faça como fazem os editores do Blasfémias, por exemplo. Chame nomes ao Pacheco Pereira. Ao Vital Moreira não, nem ao Daniel Oliveira ou à Joana Amaral Dias ou à Fernanda Câncio ou... isso não.
David Oliveira
Amigo
Passando para deseja um ótimo final de semana.
Quanto ao ter esperanças de um ensino melhor;tanto aí como aquí é o que nos resta. Acredito que se várias pessoas tocam no mesmo tema;em algum momento algo pode acontecer e mudar.
Não desistas de continuar!
Um abraço
Passando para deseja um ótimo final de semana.
Quanto ao ter esperanças de um ensino melhor;tanto aí como aquí é o que nos resta. Acredito que se várias pessoas tocam no mesmo tema;em algum momento algo pode acontecer e mudar.
Não desistas de continuar!
Um abraço
Caro António Viriato
Só hoje lhe comento esta sua crónica porque só ontem é que acabei de ler o "Rio das Flores" de MST.
Começo pela utilidade dos seus escritos.
Sem qualquer pretensão de lhe ser agradável, não posso deixar de lhe dizer que prezo muito o que aqui tem escrito. Como já deve ter notado, nem sempre estou de acordo consigo. Mas isso não quer dizer que o que tem para nos dizer não me interese. Antes pelo contrário. O seu blogue é uma das minhas referências no panorama da blogosfera.
Mudando de assunto, não tenho pejo de lhe dizer que gostei do livro do MST. Terá os seus pontos fracos, mas dei por bem empregue o meu dinheiro. Por sinal também li, em férias no Brasil, o "Equador". E li-o apenas porque não tinha nada mais para ler em "Português de cá". Quem o adquiriu foi a minha mulher no aeroporto de Lisboa. E também gostei da obra.
Sobre este assunto tenciono escrever um curto comentário no meu "deprofundis".
Só hoje lhe comento esta sua crónica porque só ontem é que acabei de ler o "Rio das Flores" de MST.
Começo pela utilidade dos seus escritos.
Sem qualquer pretensão de lhe ser agradável, não posso deixar de lhe dizer que prezo muito o que aqui tem escrito. Como já deve ter notado, nem sempre estou de acordo consigo. Mas isso não quer dizer que o que tem para nos dizer não me interese. Antes pelo contrário. O seu blogue é uma das minhas referências no panorama da blogosfera.
Mudando de assunto, não tenho pejo de lhe dizer que gostei do livro do MST. Terá os seus pontos fracos, mas dei por bem empregue o meu dinheiro. Por sinal também li, em férias no Brasil, o "Equador". E li-o apenas porque não tinha nada mais para ler em "Português de cá". Quem o adquiriu foi a minha mulher no aeroporto de Lisboa. E também gostei da obra.
Sobre este assunto tenciono escrever um curto comentário no meu "deprofundis".
Caros Amigos,
Agradeço os comentários e os incentivos. Tentarei não desmerecê-los.
Quanto às considerações tecidas a propósito da notoriedade literária de MST e JRS, quero esclarecer que não pretendi diminuí-los no seus méritos, que reconheço, em especial os de MST, que conheço melhor.
Apenas duvido da justificação da tamanha euforia à roda dos seus últimos livros.
Estou convencido de que, como escritores, beneficiam desproporcionadamente da sua notoriedade mediática, que excederá em muito a sua valia literária.
Eis como eu vejo este súbito fenómeno de popularidade.
AV_25-11-2007
Agradeço os comentários e os incentivos. Tentarei não desmerecê-los.
Quanto às considerações tecidas a propósito da notoriedade literária de MST e JRS, quero esclarecer que não pretendi diminuí-los no seus méritos, que reconheço, em especial os de MST, que conheço melhor.
Apenas duvido da justificação da tamanha euforia à roda dos seus últimos livros.
Estou convencido de que, como escritores, beneficiam desproporcionadamente da sua notoriedade mediática, que excederá em muito a sua valia literária.
Eis como eu vejo este súbito fenómeno de popularidade.
AV_25-11-2007
Caro António Viriato
Concordo consigo. É verdade que a notoriedade de um autor contribui para a edição e venda dos seus livros. Penso mesmo que, se os originais de MST fossem entregues nas editoras assinados por um desconhecido, só com alguma (ou muita) sorte é que seriam publicados.
Mas a vida é mesmo assim.
Concordo consigo. É verdade que a notoriedade de um autor contribui para a edição e venda dos seus livros. Penso mesmo que, se os originais de MST fossem entregues nas editoras assinados por um desconhecido, só com alguma (ou muita) sorte é que seriam publicados.
Mas a vida é mesmo assim.
Caro António Viriato
Mas é claro que deve continuar,espanta-me mesmo que se questione sobre isso.
Tem levantado questôes interessantissimas,algumas bem originais e desafiadoras.
Nem sempre concordo com tudo,mas é com muito agrado e grande expectativa que acompanho o Alma Lusíada.
É preciso não esquecer--O caminho faze-se caminhando--Se acreditamos,não podemos desistir.
É uma realidade que a importancia do que se diz, depende, em boa parte, de quem o diz, mas, desistido, teremos a certeza de chegar a lado nenhum.
Viriato foi um lutador,conto consigo.
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Mas é claro que deve continuar,espanta-me mesmo que se questione sobre isso.
Tem levantado questôes interessantissimas,algumas bem originais e desafiadoras.
Nem sempre concordo com tudo,mas é com muito agrado e grande expectativa que acompanho o Alma Lusíada.
É preciso não esquecer--O caminho faze-se caminhando--Se acreditamos,não podemos desistir.
É uma realidade que a importancia do que se diz, depende, em boa parte, de quem o diz, mas, desistido, teremos a certeza de chegar a lado nenhum.
Viriato foi um lutador,conto consigo.
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